Residência VPC
[não construído]
Ano do projeto: 2009
Autores: Thiago de Andrade
Colaboradores: Alice Menezes e Matheus Resende
Ano do projeto: 2009
Autores: Thiago de Andrade
Colaboradores: Alice Menezes e Matheus Resende
Memória
A proposta desta residência nasce de uma análise criteriosa dos condicionantes do terreno, bem como dos condicionantes econômicos no que concerne à construção.
O terreno faz parte de um pequeno sítio de família, à beira de um riacho que limita o condomínio. Esta unidade é a última à direita, portanto faz divisa com uma unidade vizinha já construída. Nela, hoje, localiza-se um galinheiro e um barranco ao leito do riacho provavelmente fruto de uma movimentação artificial de terra. Há algumas árvores frutíferas de médio porte, três árvores de grande porte e, presença mais significativa, um bambuzal no limite desse barranco. Outro dado de suma importância é a presença de três edificações de apoio ao sítio que acabaram por se situar dentro do lote desta proposta. São elas, a casa do caseiro, um canil e uma edícula de sanitários masculino e feminino.
Assim, a estratégia de ocupação e implantação da casa no lote deu-se seguindo algumas premissas:
1. Poupar o máximo de vegetação existente e valorizar as árvores mais antigas e de maior porte;
2. Buscar uma distância segura do bambuzal em virtude da grande sombra que ele gera, o que poderia dificultar a salubridade da casa;
3. Abrir a área de lazer e jardim buscando uma fuga das edículas pré-existentes e se aproximar da vista livre do pequeno vale do riacho.
Disso surge a casa em “L” configurando duas alas que se assentam em curvas de níveis próprias adequando-se de modo mais sensível ao relevo. Paralela á rua e orientada para o nordeste encontra-
se a ala dos quartos, escritório conversível em quarto de hóspedes e banheiros. O nível intermediário é o da garagem e patamar de transição, onde está situada a entrada e o banheiro social. Por fim, cerca de 1m abaixo da ala dos quartos está a da sala de estar, cozinha, área de serviço, varanda e uma copa/sala de jantar.
A ala social da casa caracteriza-se por um amplo espaço com pé-direito alto e uma integração completa entre as atividades coletivas da casa. Ao redor da lareira ficará o jogo de sala de sofás e poltronas, e a cozinha em balcão ao longo da fachada de maior insolação abrindo-se para uma sala de jantar que também é o caminho direto para a varanda.
Buscou-se uma solução bastante simples e funcional no que diz respeito a articulação das funções bem como a minimização da área construída, de cerca de 195,00m². O sistema construtivo corrobora essa visão na medida em que se vale de sistemas leves de construção e soluções tradicionais de fundação, como uma sapata corrida
de concreto ciclópico que deverá ser feito de pedras da região ou pedra portuguesa. Esta cinta de fundação aparecerá como arrimos criando um suporte e uma transição necessária ao terreno. Sobre a fundação o sistema construtivo adotado foi o de sistema de vigas e pilares em madeira, laje de forro sobre os quartos e uma cobertura leve metálica com telha trapezoidal termoacústica com isolamento em EPS ou alguma lã mineral. Assim, manter-se-á a cobertura ventilada e o conforto térmico das zonas de alta permanência melhorado.
Portanto, é de um gesto despretensioso e de uma busca por uma simplicidade tanto formal quanto construtiva que nasce e ganha força a proposta, buscando não fugir da escala já presente nas outras edificações existentes no sítio, principalmente a da casa principal, sem, contudo, procurar uma mimese ou repetição dos argumentos plásticos e dos arranjos recorrentes neste tipo de programa.
O terreno faz parte de um pequeno sítio de família, à beira de um riacho que limita o condomínio. Esta unidade é a última à direita, portanto faz divisa com uma unidade vizinha já construída. Nela, hoje, localiza-se um galinheiro e um barranco ao leito do riacho provavelmente fruto de uma movimentação artificial de terra. Há algumas árvores frutíferas de médio porte, três árvores de grande porte e, presença mais significativa, um bambuzal no limite desse barranco. Outro dado de suma importância é a presença de três edificações de apoio ao sítio que acabaram por se situar dentro do lote desta proposta. São elas, a casa do caseiro, um canil e uma edícula de sanitários masculino e feminino.
Assim, a estratégia de ocupação e implantação da casa no lote deu-se seguindo algumas premissas:
1. Poupar o máximo de vegetação existente e valorizar as árvores mais antigas e de maior porte;
2. Buscar uma distância segura do bambuzal em virtude da grande sombra que ele gera, o que poderia dificultar a salubridade da casa;
3. Abrir a área de lazer e jardim buscando uma fuga das edículas pré-existentes e se aproximar da vista livre do pequeno vale do riacho.
Disso surge a casa em “L” configurando duas alas que se assentam em curvas de níveis próprias adequando-se de modo mais sensível ao relevo. Paralela á rua e orientada para o nordeste encontra-
se a ala dos quartos, escritório conversível em quarto de hóspedes e banheiros. O nível intermediário é o da garagem e patamar de transição, onde está situada a entrada e o banheiro social. Por fim, cerca de 1m abaixo da ala dos quartos está a da sala de estar, cozinha, área de serviço, varanda e uma copa/sala de jantar.
A ala social da casa caracteriza-se por um amplo espaço com pé-direito alto e uma integração completa entre as atividades coletivas da casa. Ao redor da lareira ficará o jogo de sala de sofás e poltronas, e a cozinha em balcão ao longo da fachada de maior insolação abrindo-se para uma sala de jantar que também é o caminho direto para a varanda.
Buscou-se uma solução bastante simples e funcional no que diz respeito a articulação das funções bem como a minimização da área construída, de cerca de 195,00m². O sistema construtivo corrobora essa visão na medida em que se vale de sistemas leves de construção e soluções tradicionais de fundação, como uma sapata corrida
de concreto ciclópico que deverá ser feito de pedras da região ou pedra portuguesa. Esta cinta de fundação aparecerá como arrimos criando um suporte e uma transição necessária ao terreno. Sobre a fundação o sistema construtivo adotado foi o de sistema de vigas e pilares em madeira, laje de forro sobre os quartos e uma cobertura leve metálica com telha trapezoidal termoacústica com isolamento em EPS ou alguma lã mineral. Assim, manter-se-á a cobertura ventilada e o conforto térmico das zonas de alta permanência melhorado.
Portanto, é de um gesto despretensioso e de uma busca por uma simplicidade tanto formal quanto construtiva que nasce e ganha força a proposta, buscando não fugir da escala já presente nas outras edificações existentes no sítio, principalmente a da casa principal, sem, contudo, procurar uma mimese ou repetição dos argumentos plásticos e dos arranjos recorrentes neste tipo de programa.





