Centro de Maranhensidade
[não construído]
Estado do Maranhão
Ano do projeto: 2007
Autor: Thiago de Andrade
Co-autores: Virginia Manfrinato e Stepan Krawctshuk
Colaboradores: Caroline Portugal e Imira Holanda
Imagens 3d: Thiago de Andrade
Estado do Maranhão
Ano do projeto: 2007
Autor: Thiago de Andrade
Co-autores: Virginia Manfrinato e Stepan Krawctshuk
Colaboradores: Caroline Portugal e Imira Holanda
Imagens 3d: Thiago de Andrade
Maranhensidade, o conceito
cultura, informação e participação cidadã
O projeto arquitetônico para o Centro de Maranhensidade foi concebido para materializar a idéia de difundir cidadania e cultura por todo o estado do Maranhão e marcar a presença e o cuidado do Estado nas áreas mais carentes e necessitadas, onde culturas populares são produzidas e reinventadas à revelia do patrocínio e atenção oficiais. Essas iniciativas culturais, educacionais e de organização política, ganham com este pólo de equipamentos o suporte do governo para produzir cultura com mais dignidade e crescente qualidade.
Para tanto foi concebido um módulo unitário básico de fácil construção, detalhamento e assimilação visual, podendo ser difundido por todo o estado do Maranhão que conta com diferentes climas, biomas, culturas e costumes. Este módulo de estrutura em madeira, serrada ou roliça e na espécie que for mais acessível à região, totaliza 100m² em um quadrado de lado 10m, com pilares a cada 5 metros. Treliças planas e simples encontram-se no centro, gerando um espaço livre e flexível a fim de se adaptar aos diversos programas que o centro poderá conter. Sugere-se no presente estudo uma ocupação de meio de quarteirão onde o Centro de Maranhensidade liga duas ruas paralelas em um acesso franco e eixos claros e bem definidos. Não obstante, podem facilmente ser implantados em praças, lotes de canto, parques, etc, uma vez que o módulo
aceita vários tipos de ligação e articulação.
As marquises com teto gramado marcam eixos de circulação e fazem a função de rua interna onde as pessoas circulam e se cruzam, esperam pelas atividades, lancham ou simplesmente fruem do espaço. Além disso, alongase para o fundo do palco, podendo fazer as vezes de coxia, fundo de cenário, contra-regragem, etc. Estrategicamente posicionados perto do palco também estão banheiros que podem ser transformados em camarins e um depósito para materiais de encenação, equipamentos de áudio-visual e outros usos de almoxarifado. Uma área de carga e descarga abastece o depósito. Compartilhando o módulo de depósito e banheiros encontram-se a administração e direção do Centro de Maranhensidade, e mais uma função a ser escolhida pela participação direta da população, como Posto Policial, Creche, Posto de Saúde, Atendimento Odontológico, Posto Avançado da Prefeitura ou Governo do Estado, etc. Ao lado desse módulo encontra-se o módulo da Inclusão Digital e a Biblioteca, que serão os grandes dinamizadores do conjunto e garantirão o uso continuado do espaço. Ambos se abrem para áreas de estudo coletivo e pátios ajardinados para leitura. Podem compartilhar acesso e controle a fim de minimizar a necessidade de pessoal e reforçar a educação e a autogestão da população.
Por fim, dois módulos se articulam para gerar o bloco de salão para eventos cobertos, com copa e sanitários, e duas salas para grupos regionais estabelecerem sua gestão e seu endereço fixo. Também compartilham jardins com bancos e vegetação.
A ventilação cruzada está sempre presente e está pensado um modo de
retirada do ar quente para as áreas mais úmidas e de interface com a selva amazônica.
O telhado de telha cerâmica, com amplos beirais, constitui solução mais
do que comum em vários dos biomas e climas presentes na região, e dependendo
da especificidade local pode-se contar ainda com forros ou ainda laje.
Buscando materiais e mão-de-obra locais e sem necessidade de grande
especialização, a madeira poderá ser substituída por concreto armado no caso
das vigas e pilares, ou ainda utilizar-se de madeiras apreendidas pelos órgãos
ambientais por meio de convênios que vêm se tornando cada vez mais comuns no
Brasil. Assim, os custos de construção, que variarão ao longo de todo o estado
do Maranhão, poderão ser minimizados permitindo toda a empreitada. Com isso
temos um centro que demonstra a viabilidade de uma idéia necessária ao futuro
das políticas de inclusão tão prementes atualmente.
O projeto arquitetônico para o Centro de Maranhensidade foi concebido para materializar a idéia de difundir cidadania e cultura por todo o estado do Maranhão e marcar a presença e o cuidado do Estado nas áreas mais carentes e necessitadas, onde culturas populares são produzidas e reinventadas à revelia do patrocínio e atenção oficiais. Essas iniciativas culturais, educacionais e de organização política, ganham com este pólo de equipamentos o suporte do governo para produzir cultura com mais dignidade e crescente qualidade.
Para tanto foi concebido um módulo unitário básico de fácil construção, detalhamento e assimilação visual, podendo ser difundido por todo o estado do Maranhão que conta com diferentes climas, biomas, culturas e costumes. Este módulo de estrutura em madeira, serrada ou roliça e na espécie que for mais acessível à região, totaliza 100m² em um quadrado de lado 10m, com pilares a cada 5 metros. Treliças planas e simples encontram-se no centro, gerando um espaço livre e flexível a fim de se adaptar aos diversos programas que o centro poderá conter. Sugere-se no presente estudo uma ocupação de meio de quarteirão onde o Centro de Maranhensidade liga duas ruas paralelas em um acesso franco e eixos claros e bem definidos. Não obstante, podem facilmente ser implantados em praças, lotes de canto, parques, etc, uma vez que o módulo
aceita vários tipos de ligação e articulação.
As marquises com teto gramado marcam eixos de circulação e fazem a função de rua interna onde as pessoas circulam e se cruzam, esperam pelas atividades, lancham ou simplesmente fruem do espaço. Além disso, alongase para o fundo do palco, podendo fazer as vezes de coxia, fundo de cenário, contra-regragem, etc. Estrategicamente posicionados perto do palco também estão banheiros que podem ser transformados em camarins e um depósito para materiais de encenação, equipamentos de áudio-visual e outros usos de almoxarifado. Uma área de carga e descarga abastece o depósito. Compartilhando o módulo de depósito e banheiros encontram-se a administração e direção do Centro de Maranhensidade, e mais uma função a ser escolhida pela participação direta da população, como Posto Policial, Creche, Posto de Saúde, Atendimento Odontológico, Posto Avançado da Prefeitura ou Governo do Estado, etc. Ao lado desse módulo encontra-se o módulo da Inclusão Digital e a Biblioteca, que serão os grandes dinamizadores do conjunto e garantirão o uso continuado do espaço. Ambos se abrem para áreas de estudo coletivo e pátios ajardinados para leitura. Podem compartilhar acesso e controle a fim de minimizar a necessidade de pessoal e reforçar a educação e a autogestão da população.
Por fim, dois módulos se articulam para gerar o bloco de salão para eventos cobertos, com copa e sanitários, e duas salas para grupos regionais estabelecerem sua gestão e seu endereço fixo. Também compartilham jardins com bancos e vegetação.
A ventilação cruzada está sempre presente e está pensado um modo de
retirada do ar quente para as áreas mais úmidas e de interface com a selva amazônica.
O telhado de telha cerâmica, com amplos beirais, constitui solução mais
do que comum em vários dos biomas e climas presentes na região, e dependendo
da especificidade local pode-se contar ainda com forros ou ainda laje.
Buscando materiais e mão-de-obra locais e sem necessidade de grande
especialização, a madeira poderá ser substituída por concreto armado no caso
das vigas e pilares, ou ainda utilizar-se de madeiras apreendidas pelos órgãos
ambientais por meio de convênios que vêm se tornando cada vez mais comuns no
Brasil. Assim, os custos de construção, que variarão ao longo de todo o estado
do Maranhão, poderão ser minimizados permitindo toda a empreitada. Com isso
temos um centro que demonstra a viabilidade de uma idéia necessária ao futuro
das políticas de inclusão tão prementes atualmente.



