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Residência LHS

[projeto]
Brasília, 2007 (projeto)
Autor: Thiago de Andrade
Colaboradores: Virginia Manfrinato, Caroline Portugal e Imira Holanda

Imagens: Thiago de Andrade

É o registro do que sobrou de valores ora quase esquecidos.

   A residência surge de um gesto inicial tão simples quanto assertivo, a marca da implantação linear contrária ao relevo em declive. Com isso o programa se desenvolve em dois pavimentos com distintos caráteres e espacialidades, o uso coletivo encontra-se no rés do chão na cota ao fim do lote, e as áreas íntimas e privativas dos moradores no piso térreo, à cota da rua.
   Assim, a casa se apresenta térrea como fachada frontal, e vai se descortinando à medida do deslocamento. O plano da fachada descola-se da casa, portanto, e ganha autonomia compositiva, formando a ambiência de transição desejada entre rua e espaço interno da casa, em que pesou a discussão com o cliente sobre a ausência de grades e muros à frente da casa.
   A garagem é coberta por um pergolado e é vazada pelos outros 2 lados. O cobogó retira, com sutileza, a presença vulgar dos carros na fachada.
   O piso superior abriga uma sala íntima e de televisão, e os dois quartos principais.
   O piso inferior abriga a cozinha conjugada de modo simples e direto com a sala de estar, uma varanda ao fundo associada à área de piscina e um jardim aberto para o estar. Na parte de trás da cozinha encontram-se área de serviço e um cômodo que poderá ser usado como despensa e depósito ou dormitório de serviço.
   Portanto, a contradição criativa que nos impomos sempre é a de articular o desenvolvimento de uma linguagem e cultura arquitetônica inovadoras, resgatando as gêneses características das melhores arquiteturas brasileiras.