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Instituto Cervantes

[1ª etapa concluída]
Ano do projeto: 2009
Autor: Thiago de Andrade
Colaboradores: Alice Menezes
, Matheus Resende e Larissa Lessa
Projetos complementares: Paulo Alves e Igor Villas
Construção: WW Arquitetura e Construção
Fotos: Joana França
Instituto Cervantes Brasília
Bancada da recepção com painel de madeira bicolor ao fundo

Memória

   A partir da necessidade de se reformar e ampliar a secretaria, em especial a área de atendimento às matrículas dos alunos, o Instituto Cervantes decidiu concentrar esforços e realizar outras benfeitorias e obras no seu espaço físico. Surge, portanto a necessidade de se ampliar também a cafeteria, transformando-a em pólo integrador da área cultural e ampliando as possibilidades de permanência e bate-papo. Ou seja, ela deverá ser mais que uma cantina escolar, transformando-se em Café, mais amplo e com mais áreas de mesas. Outras mudanças necessárias foram a criação de uma sala privativa para a chefe dos professores e um novo uso para o espaço da cantina que passará a abrigar um depósito/acervo técnico para a área de exposições.
   A secretaria
   Partiu-se da necessidade de se criar mais dois postos de atendimento para que o período de matrículas se desse da maneira mais tranquila e confortável possível. Foi-nos sugerido um atendimento em bancada baixa na qual o aluno poderia realizar sua matrícula sentado. Partindo deste pressuposto, analisamos a condição atual e diagnosticamos que o aumento de área ocupada pela secretaria não poderia significar diminuição no espaço da recepção e hall de entrada. Para tanto, joga-se com as questões da amplitude e continuidade espaciais e, mesmo ocupando uma área de solo maior, a ambiência final parecerá mais ampla, alegre e bem posicionada, sem dentes ou espaços residuais.
   Foi premissa básica também o aproveitamento das instalações das redes mais complexas, do mobiliário existente e a manutenção da esquadria da biblioteca tal como é hoje, sem interferências.
   A proposta baseia-se em elementos simples, leves, mas de cores vibrantes e alusivas à Espanha, o amarelo, o laranja e o vermelho. O balcão que deverá ser executado em marcenaria receberá uma laca vermelha, seguindo o padrão do manual da programação visual e um painel às costas dos atendentes fará um degradê de cores em virtude de suas duas faces anguladas em 45º. Um lado será sempre amarelo e o outro sempre vermelho. Estas peças serão em madeira pintada, de seção 35x35mm e realizadas em uma madeira de espécie leve, como a caixeta ou o cedro.
   O Café
   Optou-se por locar o café no canteiro que faz divisa com o estacionamento, expandindo-se a área verde e criando-se uma segunda porta de entrada para o Instituto. O Café dará continuidade ao piso da área avarandada que por sua vez receberá um novo piso idêntico ao da sala de exposições. Assim, marca-se, com esta identidade visual, o caráter mais coletivo e público desses espaços, ajudando na configuração de um espaço cultural. Foram preservadas as árvores existentes, uma frondosa mangueira e alguns arbustos no jardim. O Café está colocado no terreno como um típico pavilhão, sobre pequenas palafitas que o elevarão ao nível da varanda.
Optou-se pelo aço em virtude do exíguo tempo de execução e uma possível futura desmontagem. Assim, um sistema simples e convencional de pilares e vigas em balanço sustenta a cobertura e recebe os vidros que cercam e fecham a área de preparo e caixa.
   Sua posição estratégica permitirá que os eventos extraordinários do Instituto usem o pavilhão como apoio de bufês e porta de entrada das recepções. Além disso, a área de mesas não estará restrita a sua área coberta, mas poderá ser ampliada para várias outras mesas na varanda já existente.